No último dia 28 de março, um terremoto devastador de magnitude 7,7 atingiu Mianmar, resultando em uma tragédia humanitária sem precedentes. Conforme informações da Junta Militar, o número de mortos já chegou a 2.065, uma cifra alarmante que revela a profundidade da destruição causada pelo evento sísmico. O impacto não se limitou ao território birmanês, alcançando também a Tailândia, onde a queda de um arranha-céu em construção em Bangkok resultou em 18 vítimas fatais confirmadas até o dia 30 de março.
O epicentro do terremoto foi localizado na região de Sagaing, situada no centro-norte de Mianmar. Com o tremor, a infraestrutura local experimentou um colapso extenso, com edifícios, pontes e estradas sendo severamente danificadas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a magnitude exata do desastre ainda está sendo avaliada, mas é estimado que cerca de 20 milhões de pessoas tenham sofrido de alguma forma devido à catástrofe.
Os esforços de resgate em Mianmar estão sendo severamente compromissados por uma combinação de falta de infraestrutura adequada e o isolamento internacional que o país vem enfrentando desde a crise provocada pelo golpe militar de 2021. A população residente nas áreas mais afetadas, como Mandalay e Sagaing, relata uma grave escassez de assistência por parte do governo, obrigando-os a se mobilizar com recursos limitados na busca por sobreviventes.
A ONU já solicitou acesso irrestrito para o envio de ajuda humanitária, tendo em vista que o país já lutava contra a crise humanitária e política antes mesmo do terremoto.
Do lado tailandês, o desabamento de um edifício em construção gerou uma mobilização intensa nas equipes de resgate locais. O governador de Bangkok, Chadchart Sittipunt, declarou que as operações continuam na busca por sobreviventes, mesmo após 72 horas do desabamento, recordando casos anteriores nos quais as equipes encontraram vidas após prazos similares.
A situação humanitária em Mianmar se agrava ainda mais pela combinação de catástrofe natural e a prolongada guerra civil. A ONU fez um apelo por financiamento urgente para expandir a resposta humanitária, enquanto a Junta Militar declarou até sete dias de luto nacional por conta das perdas. Atualmente, milhares de pessoas se encontram deslocadas, sem acesso a serviços essenciais como água potável e eletricidade, sublinhando a urgência da situação.
À medida que a região enfrenta essas dificuldades, as organizações humanitárias e o governo devem unir forças para superar os desafios e oferecer a assistência necessária aos afetados por esse calamitoso desastre.