A Coreia do Sul enfrenta uma crise sem precedentes com incêndios florestais devastadores, que desde o dia 21 de março já resultaram em 28 mortes e mais de 37.800 evacuações. Com mais de 20 focos ativos consumindo vastas áreas do centro e sul do país, as autoridades tentam aproveitar uma breve pausa no tempo para intensificar os esforços de combate.
Os incêndios estão sendo alimentados por condições climáticas adversas, incluindo ventos fortes e a seca típica da estação mais seca, que se estende de março a maio. A região de Sancheong, uma das mais afetadas, viu um incêndio que iniciou no dia 21 e destruiu cerca de 490 hectares até o dia seguinte. Em Uiseong, uma estrutura religiosa antiga foi consumida pelas chamas, e o caos nas estradas e nas linhas férreas foi sentido devido à densa fumaça que dominou a área.
A resposta do governo coreano tem sido robusta, com quase 1.600 funcionários, 35 helicópteros e diversos veículos terrestres mobilizados para combater as chamas. Provincias afetadas foram declaradas zonas de desastre, o que possibilita o acesso a recursos de emergência. Além disso, a Força Aérea da Coreia destacou 6.000 militares e 242 helicópteros para auxiliar nos esforços de contenção.
Esse cenário alarmante é reflexo de uma tendência crescente de eventos climáticos extremos na região, que têm vindo à tona por mudanças climáticas que aumentam a temperatura e reduzem a umidade do ar. Especialistas fazem um alerta sobre como essas condições estão tornando as florestas mais vulneráveis a incêndios, o que pode se tornar um padrão recorrente nos próximos anos.