No dia 26 de março, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, tornar Jair Bolsonaro e mais sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado, um desdobramento que marca um importante capítulo na história política do Brasil.
No dia seguinte, a decisão do ex-presidente de não comparecer ao segundo dia do julgamento causou descontentamento entre seus conselheiros, que esperavam uma postura mais firme e combativa, semelhante à de Donald Trump em momentos críticos de sua trajetória.
A ação movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) envolve 34 pessoas acusadas de cometer atos contrários ao Estado Democrático de Direito. Entre os réus, figuram personalidades de destaque no governo Bolsonaro, como Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres e Augusto Heleno, entre outros.
Após a decisão do STF, Jair Bolsonaro convocou uma coletiva de imprensa para questionar as evidências contra ele e tentar se defender das acusações que pesam sobre sua figura. No entanto, sua escolha de não estar presente no segundo dia do julgamento foi recebida como uma demonstração de fraqueza por seus conselheiros. Um aliada chegou a relembrar que "faltou o fight de Trump", enfatizando a necessidade de uma postura mais aguerrida.
A decisão do STF provocou uma onda de reações no Congresso, levando a oposição a se mobilizar. Politicamente, há uma expectativa de que o julgamento ocorra ainda em 2025, o que pode evitar interferências no contexto eleitoral de 2026. A instrução criminal está prestes a começar, com a previsão de oitiva de réus e testemunhas, sinalizando que esse caso promete ter desdobramentos relevantes no cenário político.
Com o olhar atento da sociedade e das instituições sobre Bolsonaro e seus aliados, a tensão política se intensifica, levantando questionamentos sobre o futuro das estruturas democráticas no Brasil.