No dia 24 de março de 2025, o Hamas divulgou um vídeo que mostrou dois reféns israelenses, Elkana Bohbot e Yosef Haim Ohana, sequestrados em 7 de outubro de 2023, em meio ao acirramento do conflito com Israel. A divulgação do vídeo ocorre em um momento crítico, enquanto Israel intensifica seus ataques aéreos na Faixa de Gaza, um cenário marcado por uma crescente tensão e um número alarmante de mortes.
Paralelamente à divulgação do vídeo, o Egito apresentou uma nova proposta para retomar o cessar-fogo que inclui a libertação de cinco reféns vivos como parte de um acordo para permitir a entrada de ajuda humanitária na região, além de solicitar uma pausa nas hostilidades. Esta proposta é a mais recente tentativa de mediadores internacionais para aliviar a situação na área, que já sofre com a grave crise humanitária resultante do conflito.
O embate entre Israel e Hamas começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou ataques a Israel, levando a uma resposta militar severa de Tel Aviv, que incluiu ofensivas aéreas e terrestres na Faixa de Gaza. Desde a última trégua, que durou cerca de dois meses, as hostilidades foram retomadas em 18 de março de 2025, resultando em um pesado número de fatalidades. 730 palestinos foram mortos desde então, totalizando mais de 50.000 vítimas desde o início do conflito.
Em relação à nova proposta do Egito, fontes indicam que o Hamas mostrou uma resposta positiva, embora detalhes adicionais não tenham sido divulgados. A proposta promete a troca de cinco reféns, entre eles um cidadão americano-israelense, pelo que deveria ser um aumento no fluxo de ajuda humanitária para Gaza.
A família de Elkana Bohbot, um dos reféns, expressou sua angústia ao ver o vídeo, enviando uma mensagem ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e ao presidente dos EUA, Donald Trump, clamando pela liberdade de seu ente querido. O vídeo, que se tornou uma "prova de vida", revela o temor enfrentado pelos reféns devido ao agravamento da situação.
Com a continuação das hostilidades, a situação humanitária em Gaza se deteriora rapidamente. As consequências do conflito não afetam apenas os reféns, mas também trouxeram um efeito devastador às comunidades locais, levando a uma crise aguda que exige uma resposta global urgente.