Um incidente alarmante manchou o clássico entre Brasil e Argentina no futebol, quando um torcedor argentino foi filmado imitando um macaco durante a partida realizada no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, no dia 26 de março de 2025. Este ato reprovável se insere em um contexto mais amplo de manifestações racistas que vêm assolando o esporte na América do Sul.
O ato de discriminação ocorreu em um momento de alta tensão, especialmente entre torcedores de ambos os países. Infelizmente, a identidade do torcedor responsável pelo gesto ainda não foi revelada, mas o registro das imagens se espalhou rapidamente nas redes sociais, gerando indignação e protestos.
Nos últimos anos, o futebol sul-americano tem visto um aumento alarmante de episódios racistas, principalmente em confrontos que envolvem clubes brasileiros. Um caso emblemático ocorreu em 2023, quando um dirigente do San Lorenzo foi flagrado exibindo imagens de um macaco para a torcida do São Paulo durante a Copa Sul-Americana, mas a Conmebol não tomou providências significativas para punir o comportamento. Em 2024, o Cruzeiro também se manifestou contra gestos racistas feitos por torcedores do Boca Juniors, mostrando que o problema é persistente e preocupante.
A Associação do Futebol Argentino (AFA) tentou se posicionar contra o racismo, compartilhando uma mensagem antes da partida. Contudo, a postagem foi rapidamente invadida por comentários negativos e imagens que perpetuavam a discriminação racial, revelando a dificuldade de combater tais atitudes. A Conmebol, responsável por regulamentar as competições na região, enfrenta uma crescente pressão para lidar com esses incidentes, sendo que o seu presidente, Alejandro Domínguez, fez uma declaração controversa que gerou revolta entre os brasileiros, evidenciando que a resposta às ofensas raciais é insuficiente e controversa.
O futebol sul-americano está em uma encruzilhada, precisando enfrentar a questão do racismo de forma mais robusta e eficaz. Para isso, a Conmebol anunciou que irá discutir a implementação de medidas mais rigorosas em uma reunião com embaixadores e representantes das federações dos países membros. A luta contra o racismo no futebol não deve ser apenas uma reação a incidentes isolados, mas sim parte de uma mudança cultural necessária para criar um ambiente mais inclusivo e respeitoso dentro e fora dos estádios.