O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) intensificou suas críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante sua estadia nos Estados Unidos. Ele afirmou que não acredita que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, conseguirá escapar de uma condenação em um julgamento que envolve a denúncia de tentativa de golpe de Estado e outros crimes graves.
No contexto dos conflitos políticos atuais, Eduardo, que se tornou conhecido por suas declarações polêmicas, comparou a atuação da Polícia Federal à "Gestapo" e qualificou Moraes como um "psicopata". Essa intensa retórica ocorre em meio a um momento delicado, com a Primeira Turma do STF prestes a decidir sobre a denúncia que também envolve 33 outros investigados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Jair Bolsonaro e os demais por crimes graves relacionados ao golpe de Estado e à formação de organização criminosa armada.
As afirmações de Eduardo podem ter um impacto significativo no andamento do julgamento, gerando uma atmosfera de tensão adicional entre ele e o STF. Os advogados dos investigados estão preocupados que as declarações públicas possam influenciar desfavoravelmente a decisão dos ministros da Primeira Turma, que, segundo estimativas, deverá aceitar a denúncia sem grandes dificuldades. A postura beligerante do deputado pode complicar as negociações nos bastidores e dificultar qualquer possibilidade de flexibilização nas estratégias de defesa.
Adicionalmente, Eduardo Bolsonaro decidiu se licenciar do mandato para residir nos Estados Unidos, alegando ser alvo de perseguição por Alexandre de Moraes. Ele declarou que não retornará ao Brasil enquanto o ministro estiver no STF, temendo uma prisão considerada arbitrária. Embora a decisão de Moraes de não apreender o passaporte de Eduardo tenha sido recebida como um alívio, as tensões políticas continuam a crescer, enquanto o futuro da situação legal da família Bolsonaro permanece incerto.