Recentemente, a China concluiu uma série de exercícios militares em torno de Taiwan, os quais foram batizados de "Strait Thunder 2025A". As manobras, que ocorreram entre terça e quarta-feira, mobilizaram um significativo número de aeronaves, navios e unidades de mísseis, e têm como objetivo a demonstração de prontidão para neutralizar quaisquer movimentos de independência da ilha.
Durante os exercícios, 76 aeronaves da Força Aérea do Exército de Libertação Popular (PLA) foram monitoradas, com 37 delas cruzando a linha mediana do Estreito de Taiwan. Além disso, 15 embarcações da Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN) e quatro navios oficiais participaram das operações, enfatizando a força militar da China na região.
Os exercícios têm o propósito explícito de demonstrar a capacidade da China em lidar com o separatismo em Taiwan. Para o governo chinês, essas manobras são uma reafirmação da soberania e da integridade territorial do país. O comando da região oriental do PLA assegura que suas tropas estão em constante estado de alerta, prontas para um possível conflito.
Uma das características dos exercícios foi a participação do Grupo de Ataque de Porta-Aviões Shandong, que executou operações navais e aéreas ao leste da ilha. As atividades incluíram a coordenação entre navios e aeronaves para o controle do espaço aéreo regional, além de simulações de ataques a alvos terrestres e marítimos. Unidades de mísseis baseadas em terra também realizaram disparos ao vivo no Mar da China Oriental, visando simular ataques a portos e instalações de energia estratégicas.
A resposta de Taiwan às manobras não foi de menosprezo. O governo da ilha adotou uma postura de alerta e realizou exercícios de resposta rápida, reforçando sua capacidade de defesa nacional. O Ministério da Defesa de Taiwan criticou as ações da China, considerando-as provocativas, mesmo diante das justificativas apresentadas por Pequim, que afirmaram se tratar de uma demonstração de sua resistência contra o separatismo.
As manobras militares chinesas aumentam as tensões já existentes na região do Estreito de Taiwan, uma área sensível que atrai a atenção de países vizinhos e da comunidade internacional. A China reitera que seu objetivo é preservar a paz e a estabilidade, fundamentando que é fundamental respeitar o princípio de uma China única e evitar qualquer tipo de incentivo ao separatismo em Taiwan.
Assim, a situação permanece delicada, com a comunidade internacional monitorando de perto os desdobramentos e as respostas tanto de Taiwan quanto da China. O futuro das relações na região depende da capacidade de diálogo e entendimento entre as partes envolvidas.