Um incêndio devastador que assolou a Coreia do Sul resultou na trágica morte de pelo menos 26 pessoas e na destruição de milhares de edifícios, enquanto as autoridades investigam sua origem. O incidente, considerado um dos piores da história do país, ocorreu em Uiseong County, localizado no sudeste da nação, onde um ritual cerimonial em um cemitério familiar deu início às chamas.
O incêndio, que teve início em 21 de março de 2025, foi provocado por um homem na faixa dos 50 anos, que, segundo relatos, utilizou um isqueiro para queimar galhos posicionados sobre o túmulo de seus parentes. O autor do ato nega as acusações, mas as autoridades estão reunindo evidências para estabelecer sua responsabilidade.
Os incêndios florestais atingiram diversas regiões, incluindo as províncias de Gyeongsang do Norte e do Sul, consumindo cerca de 87.240 hectares de terras e forçando a evacuação de mais de 37.000 pessoas. Diante da magnitude da tragédia, o governo sul-coreano mobilizou recursos nacionais e declarou várias áreas como zonas de desastre.
Sob a liderança do presidente interino Han Duck-soo, o governo está tomando providências para aprimorar a resposta a emergências, ao mesmo tempo em que trabalha na revisão das regulamentações de prevenção e combate a incêndios. Han Duck-soo expressou suas condolências às famílias afetadas, garantindo a mobilização de todos os recursos necessários para proteger os residentes e evitar que situações semelhantes se repitam.
O incêndio causou um impacto significativo no patrimônio cultural da Coreia do Sul, incluindo a destruição do Templo Gona, que possui mais de 1.300 anos de história. Apesar da salvação de alguns artefatos, a perda deste importante local de culto é considerada irreparável, deixando a comunidade budista em luto.
Embora os esforços continuem e os incêndios nas províncias de Gyeongsang tenham sido oficialmente contidos, o país ainda enfrenta o complexo desafio de reconstruir as áreas devastadas e garantir a proteção de seus cidadãos. A tragédia recente ressalta a necessidade urgente de estratégias mais eficazes na prevenção de desastres naturais, a fim de evitar que novas tragédias como essa voltem a ocorrer no futuro.