Em meio a uma viagem oficial ao Vietnã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantou críticas ao projeto de anistia proposto para os envolvidos nos tumultos de 8 de janeiro. Ele apontou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro parece atuar na suposição de que ele é culpado pelos acontecimentos. Além disso, reafirmou que não abordou a temática com Hugo Motta, presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, durante sua estada no país asiático.
A questão da anistia, que envolve as ações de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, gerou intensos debates. Jair Bolsonaro, por sua vez, foi recentemente acusado pela Suprema Corte do Brasil por sua suposta participação na tentativa de golpe, que coloca ainda mais peso sobre o pedido de anistia feito por seus apoiadores. Lula criticou a estratégia dos defensores do ex-presidente, sugerindo que o pleito de anistia claramente indica um reconhecimento de culpa.
Durante um seminário que abordou parcerias comerciais entre Brasil e Vietnã, Lula declarou: "Anistia não é um tema principal para ninguém, a não ser para quem está se culpabilizando", expressando que deveria haver uma priorização de assuntos mais relevantes no Congresso, que atualmente se depara com diversas questões críticas.
Do outro lado do espectro político, o Partido Liberal, que sustenta Bolsonaro, se prepara para obstruir as atividades na Câmara se o tema da anistia não for colocado em pauta. Apesar da pressão, Lula deixou claro que não discutirá a situação até retornar ao Brasil, momento em que pretende tratar do assunto com os líderes legislativos.