Donald Trump tem utilizado o poder executivo de maneira sem precedentes durante seu segundo mandato, destacando-se pela assinatura de um número recorde de ordens executivas. Em apenas um mês, Trump já havia assinado 73 ordens, superando todos os presidentes que o precederam nesse período. Essa agressividade em sua atuação está acompanhada por uma queda em sua taxa de aprovação e um aumento na desaprovação, o que reflete a crescente polarização política nos Estados Unidos.
Na política interna, Trump adota uma postura controversa ao reverter diversas políticas estabelecidas pelo governo anterior. Exemplos notáveis incluem a retirada dos Estados Unidos do Acordo Climático de Paris e a saída da Organização Mundial da Saúde. Tal postura tem gerado um clima de constante conflito e resiliência no ambiente político. Além disso, o perdão de mais de 1.500 pessoas envolvidas na invasão do Capitólio em janeiro de 2021 aumentou as críticas à sua administração, criando divisões ainda mais intensas entre os eleitores.
No campo da política externa, Trump adota uma postura isolacionista e agressiva que tem sido objeto de controvérsia. Ele abandonou alianças tradicionais, como a com a Ucrânia, e se alinha com nações como Rússia e Coreia do Norte em resoluções da ONU. Além disso, suas ameaças de controlar territórios estratégicos, como a Groenlândia e o Canal do Panamá, têm causado tensões consideráveis com aliados históricos dos Estados Unidos, suscitando dúvidas sobre a estabilidade global em face de suas decisões.
A administração Trump não apenas enfrenta críticas devido à sua abordagem autoritária, retratada pela criação de um Departamento de Eficiência Governamental sem supervisão legislativa, mas também é marcada pela influência significativa de figuras como Elon Musk, que levanta questões sobre conflitos de interesse. A resistência judicial se tornou um desafio constante, com decretos e ordens executivas frequentemente anulados por tribunais federais, gerando mais polêmica e resistência diante da população.
As ações e decisões de Trump continuam a polarizar a opinião pública e a incitar debates sobre os limites do poder executivo nos Estados Unidos, indicando que as repercussões de suas ações ainda estão longe de serem resolvidas.