Empresas francesas com contratos governamentais dos Estados Unidos enfrentam um novo desafio: devem cumprir uma ordem executiva que proíbe programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). Essa comunicação veio na forma de uma carta enviada recentemente pelo embaixador dos EUA em Paris, que estipula um prazo de cinco dias para que as companhias respondam e assinem um documento de conformidade.
Durante sua administração, Donald Trump implementou uma série de medidas que visam erradicar iniciativas de DEI, as quais são vistas por ele como práticas discriminatórias. Essa postura gerou intensa controvérsia, exacerbando as tensões nas relações transatlânticas, especialmente em um contexto de negociações comerciais complexas e questões de segurança.
A carta do embaixador não só pegou as empresas de surpresa, mas também suscitou um misto de preocupação e descontentamento nas esferas executivas e de conselho das empresas afetadas. Este movimento não é apenas uma questão de conformidade legal, mas reflete uma necessidade de alinhamento com a política externa dos EUA, o que pode significar mudanças significativas nas práticas corporativas de DEI em um país onde essas iniciativas são amplamente vistas como críticas para a promoção de igualdade.
O governo francês também está atento ao impacto dessa exigência, com o ministro das Finanças já preparando discussões junto às autoridades estadunidenses para buscar soluções que possam minimamente proteger os interesses das empresas francesas.
Essa ação do governo dos EUA pode abrir um precedente, podendo afetar não só as empresas francesas, mas também um grande número de empresas europeias que operam em solo americano. A divergência marcante entre as políticas de diversidade entre os Estados Unidos e a Europa pode dificultar a cooperação econômica, criando um clima de incerteza para o investimento e a operação transatlântica.
Com isso, as empresas são forçadas a reavaliar suas estratégias de compliance e adequação ao mesmo tempo que tentam preservar sua missão de promover ambientes de trabalho diversificados e inclusivos.