A CaaStle, uma inovadora plataforma de aluguel de roupas, está passando por uma grave crise financeira, levando à suspensão temporária de todos os seus funcionários e à abertura de uma investigação sobre as suas práticas de gestão. A CEO e fundadora, Christine Hunsicker, pode ter estado na linha de fogo após a revelação de que ela forneceu informações financeiras falsas a investidores, o que complicou ainda mais a situação da companhia.
A crise se intensificou após a saída de Hunsicker no final de março, quando surgiram alegações de conduta irregular. A empresa, que tem sua sede em Nova York e foi fundada em 2011 como Gwynnie Bee, especializada em roupas para tamanhos maiores, passou a oferecer soluções de monetização de estoque para varejistas em 2018.
Com um histórico de captação de mais de 530 milhões de dólares em investimentos, a CaaStle se encontra agora em dificuldades financeiras acentuadas. Desde a última rodada de financiamento, que ocorreu em 2019, a empresa luta para se manter à tona. Com a falta de recursos, o conselho da CaaStle decidiu furlou todos os empregados por duas semanas, enquanto avalia suas opções.
De acordo com fontes próximas ao caso, Hunsicker foi acusada pelo conselho de ter falsificado documentos financeiros, incluindo relatórios contábeis e opiniões de auditoria. Além disso, há alegações de que ela subestimou o número de ações em circulação, potencialmente enganando os investidores sobre a real condição da empresa. Apesar das controvérsias, Hunsicker estava ativamente buscando novos investimentos até pouco antes de deixar seu cargo.
Com a magnitude das alegações, a empresa está agora sob a lente das autoridades policiais que investigam as práticas de Hunsicker. O COO George Goldenberg foi nomeado como CEO interino enquanto a CaaStle tenta recuperar o fôlego em meio a essa tempestade. O conselho da empresa está explorando possibilidades de liquidação e outras transações estratégicas que poderiam minimizar os danos financeiros.
A crise enfrentada pela CaaStle acontece em um cenário de tensão e incertezas nas startups, que segundo especialistas, podem ver um aumento nas falências em 2025. Se as alegações contra Hunsicker forem comprovadas, este caso poderia se tornar um dos maiores de fraude entre startups, ofuscando até casos recentes como o da startup Frank.
As consequências dessa situação não afetam apenas a CaaStle, mas também refletem a fragilidade do setor de tecnologia como um todo, que continua a passar por um processo de reavaliação e ajuste em tempos econômicos desafiadores.