A prefeitura de São Paulo, sob a liderança do prefeito Ricardo Nunes, está considerando a implantação de um teleférico na Brasilândia, um projeto ambicioso que pode transformar a mobilidade na zona norte da cidade. Avaliado em aproximadamente R$ 1 bilhão, essa iniciativa visa cortar o tempo de trajeto dos usuários em até dois terços, promovendo um acesso mais rápido e eficiente às distintas regiões da área.
A ideia ganhou força recentemente, especialmente após críticas durante a campanha eleitoral de 2024. Embora inicialmente questionada, o teleférico agora é encarado como uma alternativa viável para enfrentar os desafios de locomoção em áreas de difícil acesso. Os estudos realizados para viabilizar o projeto estão em andamento e devem ser concluídos em até dois meses.
O projeto do teleférico prevê uma extensão de 4,6 km, com cabines capazes de transportar até dez pessoas cada. A velocidade média das cabines será de 18 km/h, possibilitando um atendimento de aproximadamente 3.210 passageiros por hora em cada sentido, com intervalos de apenas 15 segundos entre os veículos. A linha contará com pelo menos uma estação intermediária, situada próxima ao Terminal Vila Nova Cachoeirinha, além de uma estação de embarque na Avenida Cantídio Sampaio. A parada final será próxima ao CEU Paz.
A proposta de implementação de teleféricos ganhou destaque nas discussões políticas a partir da campanha eleitoral de 2024, onde foi inicialmente apresentada por Pablo Marçal. No entanto, na ocasião, o projeto enfrentou resistência por parte do então candidato Ricardo Nunes. Agora, com uma nova perspectiva, o prefeito Nunes defende um plano mais focado, que tem por objetivo conectar as áreas altas e baixas do mesmo bairro, diferenciando-se da proposta anterior que buscava interligar regiões distantes da cidade.
A expectativa é que a implementação do teleférico não apenas melhore a mobilidade urbana, mas também integre a população local ao sistema de transporte público existente, facilitando o acesso a outros modais, como o metrô. O modelo do teleférico em São Paulo é inspirado em experiências internacionais bem-sucedidas, como os que operam em cidades como Guayaquil e Santo Domingo, que demonstraram ser eficazes na superação de barreiras geográficas.
O apoio à proposta transcende os limites de partidos políticos. Vereadores de diferentes legendas, incluindo Sandra Santana (MDB) e Nabil Bonduki (PT), já se manifestaram favoravelmente à expansão de teleféricos em outras partes da cidade, como no bairro Jaguaré. Essa ampla aceitação política pode facilitar a tramitação do projeto e sua implementação em um futuro próximo.
O teleférico da Brasilândia, se concretizado, poderá não apenas promover uma melhoria significativa na qualidade de vida dos habitantes, mas também se tornar um modelo de inovação e integração para outras regiões de São Paulo.