Em uma decisão surpreendente, um tribunal de apelação na Coreia do Sul reverteu a condenação do líder da oposição Lee Jae-myung por violação da lei eleitoral. Na última quarta-feira, o Tribunal Superior de Seul absolveu Lee de acusações que afirmavam que o político havia feito declarações falsas durante sua campanha presidencial em 2022.
Com essa decisão, Lee, que preside o Partido Democrático, um dos candidatos mais fortes para as próximas eleições presidenciais, viu removida uma grande barreira que poderia tê-lo impedido de futuras candidaturas.
A condenação original, que incluía uma pena de prisão suspensa por dois anos, se tivesse sido mantida, teria resultado na perda do assento de Lee na Assembleia Nacional e na impossibilidade de participar das futuras eleições. Contudo, o tribunal de apelação reavaliou as provas e concluiu que as alegações de que Lee havia feito declarações falsas eram infundadas, levando à sua completa absolvição.
A absolvição surge em um momento crítico para Lee, que possui ambições presidenciais reforçadas, especialmente diante da possibilidade de um impeachment do atual presidente Yoon Suk Yeol. Se o processo de impeachment avançar, um novo pleito presidencial poderá ser convocado em até 60 dias. Nesse cenário, Lee Jae-myung é visto como um dos principais candidatos a assumir a liderança do país.
Depois que a decisão foi anunciada, Lee expressou seu agradecimento ao tribunal e pediu que a promotoria reavaliasse suas ações, insinuando que a investigação tinha sido excessiva. Embora exista a possibilidade de um recurso ao Supremo Tribunal, por enquanto, a decisão do tribunal de apelação representa um marco importante na carreira de Lee, removendo um obstáculo significativo em seu caminho.
A política na Coreia do Sul continua a se desenrolar em um ambiente de incertezas e mudanças rápidas, e a absolvição de Lee pode redesenhar o cenário político do país nas semanas e meses que virão.