No caso do assassinato da adolescente Vitória Regina de Souza, a defesa de Maicol Antônio Sales dos Santos, principal suspeito do crime, está preparando um pedido para anular o depoimento em que ele confessou o crime. Os advogados alegam que Maicol foi coagido e que o depoimento foi realizado sem a presença de seus representantes legais, o que, segundo eles, invalidate a confissão.
Maicol, de 26 anos, admitiu ter matado Vitória após uma discussão dentro de seu carro. A polícia, que investiga o caso, afirma que o suspeito agiu sozinho. No entanto, a família da vítima levanta suspeitas sobre a possível participação de outros envolvidos.
Vitória desapareceu no dia 26 de fevereiro enquanto retornava do trabalho, e seu corpo foi encontrado dias depois em um terreno baldio. O principal suspeito, Maicol, não possuía antecedentes criminais e foi identificado após investigações que revelaram que ele monitorava a vítima antes do crime.
A defesa de Maicol também criticou a perícia psiquiátrica solicitada pela polícia, argumentando que foi agendada sem ordem judicial. Eles sustentam que sua confissão foi obtida sob coação psicológica. Em resposta, a polícia alegou que Maicol demonstrou o desejo de confessar voluntariamente e que uma advogada da OAB estava presente durante seu interrogatório.
A família de Vitória expressou descrença quanto à versão apresentada pela polícia, reiterando a necessidade de uma reconstituição do crime para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos. Apesar das denúncias da defesa, as autoridades afirmam que o caso está definitivamente elucidado, com a motivação de Maicol para o crime sendo um suposto estado de obsessão em relação à vítima. O inquérito deverá ser encaminhado à Justiça assim que for finalizado, marcando mais um capítulo na trágica história de Vitória Regina de Souza.