O governo federal brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou a escolha de Dan Ioschpe, atual vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), para o cargo de High Level Champion da COP30, programada para ocorrer em Belém. A nomeação de Ioschpe, um empresário bem-sucedido e proprietário da Ioschpe-Maxion, empresa referência em rodas e componentes automotivos, busca reforçar a união entre a sociedade civil e o setor empresarial, visando a implementação eficaz das resoluções da conferência.
A posição de High Level Champion ocupa um espaço central dentro da estrutura da COP, atuando como um elo vital entre os resultados da conferência e a sociedade civil, com foco especial no empresariado. Dan Ioschpe enfatizou seu compromisso em apoiar a presidência da COP30, sublinhando a necessidade de ações firmes em prol da ação climática, incluindo a transição energética. Essa transição é vista como crucial para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil e do mundo.
A escolha de Ioschpe foi aplaudida pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que ressaltou sua notável trajetória no setor produtivo e a habilidade de promover diálogos produtivos com o setor privado, tanto nacional quanto internacionalmente. Além de Ioschpe, outros nomes como Elbia Gannoum, Marcelo Behar e Marina Grossi também estavam sendo considerados para o cargo, mas a decisão do governo se fixou em Ioschpe.
Embora a escolha de Dan Ioschpe represente um passo significativo, o Brasil ainda enfrenta diversos obstáculos em sua política climática. Recentemente, o presidente Lula intensificou a pressão sobre o Ibama para a liberação de licenças de exploração de petróleo na Amazônia, uma decisão que pode ameaçar a imagem do Brasil na COP30. Tais ações estão em desacordo com os compromissos climáticos assumidos em âmbito internacional, e têm recebido severas críticas de organizações ambientalistas.
A seleção de Ioschpe evidencia a intenção do governo em promover um equilíbrio entre os interesses econômicos e as preocupações ambientais. No entanto, a habilidade de conciliar essas diferentes agendas configurará um dos maiores desafios para o êxito da COP30.