Em um momento crítico para a Seleção Brasileira, a equipe se vê às voltas com uma série de lesões que comprometem suas pretensões nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Desde a chegada de Dorival Jr. ao comando, em março de 2024, foram acumulados 23 cortes por lesão. A lista aumenta à medida que se aproxima o clássico contra a Argentina, com Ederson, Danilo, Neymar, Gerson e Alisson sendo os recentes desfalques.
A equipe iniciou a Data Fifa de março já com várias ausências, um cenário que se agravou ao longo dos dias. O impacto é evidente não só nas atuações, mas também nas convocações, já que além das lesões, os jogadores Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães estão suspensos por cartões amarelos, o que aumenta ainda mais a pressão sobre o elenco.
Dorival Jr., que teve que ajustar suas escalações em meio a tantas baixas, se depara com um índice preocupante: em suas seis convocações, a média de cortes por lesão é de quase quatro a cada Data Fifa. A convocação de junho de 2024 se destacou ao ser a menos afetada, mas os dados mostram que em metade das chamadas, o Brasil contava com cinco ou mais desfalques, uma tendência alarmante que exige uma análise mais profunda.
A questão que paira sobre o futebol brasileiro é acerca das responsabilidades pelas lesões. Estariam os treinos intensos, a gestão de lesões nos clubes ou a pressão para que os jogadores estejam frequentemente em campo contribuindo para essa série de cortes? O que é certo é que, para que a Seleção mantenha suas chances no torneio, será necessário encontrar uma solução eficaz para reverter esse quadro.
Depois de uma vitória crucial contra a Colômbia, que posicionou o Brasil em segundo lugar nas Eliminatórias, o próximo desafio, o confronto contra a Argentina, promete ser ainda mais difícil. Sem a presença de alguns dos jogadores mais influentes, a equipe terá que superar mais do que os adversários em campo; precisará lutar contra a adversidade das lesões, um obstáculo que já se mostrou desafiador nas rodadas anteriores das Eliminatórias.