Em 2025, o mundo enfrenta uma onda de mega secas sem precedentes, com o Brasil figurando entre as nações mais afetadas. Essa condição alarmante não se resume apenas à intensidade, mas também à extensão da seca, que tem impactos diretos sobre a agricultura e a biodiversidade.
A combinação de fatores que contribui para esse cenário inclui a dinâmica de ocupação e uso da terra, eventos climáticos extremos e o aquecimento global. Dados preocupantes revelam que, desde 1985, a área dos rios e lagos no Brasil sofreu uma redução de 15%, sendo o Pantanal o bioma mais afetado, com uma perda devastadora de 61% de sua superfície de água. Essas estatísticas ressaltam a urgente necessidade de políticas públicas eficazes que possam reverter essa tendência crescente de seca.
A produção agropecuária é um dos setores que mais sofre com a seca prolongada, elevando significativamente os custos de produção e, consequentemente, aumentando os preços dos alimentos. Cultivos essenciais como a soja e o milho enfrentam quedas substanciais na produtividade, o que pode levar a uma inflação ainda maior. Além disso, a logística de transporte é prejudicada pela seca, resultando em custos elevados de transporte e energia.
Entretanto, as secas não são um problema exclusivo do Brasil. A ONU alerta que essas longas secas se tornarão a nova normalidade climática, afetando até três em cada quatro pessoas no planeta até 2050. Esse cenário global destaca a urgência de estratégias coletivas para mitigar os efeitos das secas e preservar a segurança hídrica e alimentar.