O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aterrou no Japão na segunda-feira, 24 de março, acompanhado de uma comitiva de alto escalão que inclui os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Com uma agenda focada na ampliação de parcerias comerciais na Ásia, a viagem visa diversificar as correntes de negócios do Brasil, especialmente em meio à crescente tensão da guerra comercial entre China e Estados Unidos.
Entre os principais objetivos da viagem está o fortalecimento das relações comerciais com o Japão e o Vietnã. No Japão, Lula busca abrir o mercado para a carne bovina brasileira, que ocupa uma posição de destaque como um dos maiores mercados de proteína animal do mundo. Além disso, o presidente participará de um encontro com o imperador Naruhito e do Fórum Empresarial Brasil-Japão, onde deve aprofundar discussões sobre oportunidades de negócios.
No Vietnã, a comitiva pretende estabelecer uma parceria estratégica, explorando o potencial do comércio bilateral, que, segundo estimativas, já alcançou a marca de US$ 7,7 bilhões em 2024. Essas iniciativas refletem um esforço do Brasil para ampliar sua presença comercial na Ásia e minimizar os impactos das disputas comerciais globais.
A comitiva é fortalecida pela presença de ministros como Mauro Vieira (Relações Exteriores), Marina Silva (Meio Ambiente) e Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), bem como uma representação significativa de mais de 100 empresários, incluindo executivos de grandes empresas como JBS e Embraer. A participação desses empresários sinaliza um forte interesse em firmar acordos comerciais frutíferos durante a visita.
A viagem ocorre em um contexto político e econômico desafiador para o governo Lula, que busca um equilíbrio delicado na guerra comercial entre a China e os EUA, os dois maiores parceiros comerciais do Brasil. Nesse cenário, Lula também se empenha em fortalecer sua base política no Congresso, onde Motta e Alcolumbre desempenham papéis essenciais na definição das pautas legislativas. Dentre os temas prioritários discutidos durante a visita, estão a reforma ministerial e a isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil.