O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia uma visita ao Japão e ao Vietnã entre os dias 24 e 29 de março de 2025, com o objetivo de fortalecer parcerias comerciais e estratégicas em um cenário de crescente tensão no comércio global. A decisão de diversificar as relações comerciais brasileiras se torna ainda mais crucial, especialmente no contexto de atritos entre os Estados Unidos e a China.
Lula desembarcará em Tóquio na noite de domingo, 24 de março, onde permanecerá por quatro dias, seguido de uma viagem ao Vietnã. A comitiva é composta não apenas por ministros e parlamentares, mas também por presidentes da Câmara e do Senado, destacando a importância política e econômica da visita.
O Japão emerge como um parceiro importante nesta empreitada, com um intercâmbio comercial que alcançou a marca de US$ 11 bilhões em 2024. Durante sua estadia, Lula terá a oportunidade de participar de uma visita de Estado, que incluirá uma audiência com o imperador Naruhito e um encontro com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba. Um dos principais objetivos é abrir as portas do mercado japonês para a carne bovina brasileira, além de discutir parcerias em setores essenciais como ciência e tecnologia, educação e agronegócio. As negociações para um acordo entre o Mercosul e o Japão também estão na pauta, destacando o interesse em fortalecer laços comerciais.
No Vietnã, que se destaca como um emergente mercado para o agronegócio brasileiro, Lula pretende estreitar laços estratégicos previamente anunciados em novembro de 2024. Com um intercâmbio de US$ 7,7 bilhões em 2024, o país mostra-se como um destino promissor para as exportações do Brasil, especialmente em produtos como café, arroz e eletrônicos. O objetivo é ambicioso: elevar o comércio bilateral para US$ 15 bilhões em 2025.
Essas visitas têm um potencial significativo para fortalecer a posição econômica do Brasil na Ásia, permitindo uma diversificação das exportações brasileiras e atraindo novos investimentos estrangeiros. Além disso, essas iniciativas sinalizam um esforço estratégico para equilibrar as relações comerciais no cenário internacional, reduzindo a dependência em relação a grandes potências econômicas como os EUA e a China.