Han Duck-soo foi reinstalado como primeiro-ministro da Coreia do Sul após uma recente decisão do Tribunal Constitucional que anulou sua destituição por impeachment, ocorrida em 27 de dezembro de 2024. A decisão unânime, com sete dos oito juízes a favor, foi tomada em 24 de março de 2025. Han, um respeitado economista e burocrata, enfrenta um cenário político conturbado, ligado diretamente às ações do presidente Yoon Suk Yeol, que ainda vive um momento de incerteza política.
Nascido em 18 de junho de 1949 em Chonju, Han Duck-soo é um destacado diplomata e político sul-coreano. Sua carreira inclui desempenhos essenciais no governo, como embaixador dos Estados Unidos de 2009 a 2012 e presidente da Korea International Trade Association entre 2012 e 2015. Além disso, ocupou cargos significativos, como ministro da Economia e Finanças de 2005 a 2006 e, anteriormente, primeiro-ministro sob o governo de Roh Moo-hyun de 2007 a 2008.
A crise política atual teve início em dezembro de 2024, quando o presidente Yoon Suk Yeol instaurou uma lei marcial temporária, o que resultou em sua suspensão e subsequente impeachment pela Assembleia Nacional em 14 de dezembro. A gestão interina de Han Duck-soo foi marcada por desafios, especialmente em sua resistência a promulgar leis especiais que visam investigar os atos do presidente e sua esposa, bem como sua hesitação em indicar candidatos ao Tribunal Constitucional sugeridos por partidos de oposição.
A reinstalação de Han Duck-soo como primeiro-ministro não apenas restaura sua posição, mas também reconfigura o cenário político da Coreia do Sul em um momento de instabilidade. Observadores da política sul-coreana veem essa decisão como um passo crucial, que pode determinar o futuro do governo de Yoon Suk Yeol e as relações entre os principais partidos na Assembleia Nacional.
As implicações dessa reinstalação são abrangentes: Han, com sua experiência, poderá influenciar a busca por estabilidade e a formulação de políticas em um ambiente altamente polarizado. As próximas semanas serão decisivas, uma vez que o país busca um caminho para superar a crise política e restabelecer a confiança do público nas instituições do governo.