O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está enfrentando um significativo desafio em seu segundo mandato, com a recente pesquisa da Quaest revelando uma desaprovação de 56% entre os brasileiros. A aprovação, por sua vez, caiu para 41%, indicando uma insatisfação crescente em relação ao governo. Diante desse cenário delicado, Lula organizou um evento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, com a intenção de apresentar e divulgar as ações em andamento para reverter essa situação.
A queda de popularidade de Lula está intimamente ligada a percepções negativas em torno da economia. A pesquisa aponta que 56% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses, refletindo um crescimento de 17 pontos percentuais desde janeiro. Essa insatisfação é evidente em todas as regiões, especialmente no Nordeste, onde a desaprovação saltou de 37% para 46% em apenas dois meses. A situação exige uma rápida resposta do governo, pois qualquer atraso pode ter repercussões sérias nas próximas eleições.
Para enfrentar o descontentamento popular, o governo Lula tem implementado diversas estratégias. O novo ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira, convocou assessores de comunicação para discutir a unificação do discurso do governo e aumentar a transparência em relação às políticas públicas. Além disso, ações como a isenção do Imposto de Renda para renda até R$ 5 mil e a oferta de crédito consignado aos trabalhadores com carteira assinada foram introduzidas, embora essas medidas ainda não tenham gerado os efeitos desejados nas pesquisas de popularidade.
Com as eleições de 2026 se aproximando, a capacidade de Lula de reverter sua queda de popularidade se torna um fator decisivo para as suas chances eleitorais. Embora ainda não tenha declarado oficialmente que concorrerá à reeleição, ele continua sendo o nome mais forte do PT e da esquerda para a disputa à presidência. O que ocorrer nos meses seguintes em termos de recuperação de apoio popular será fundamental para moldar o cenário político brasileiro e determinar se Lula poderá levar sua candidatura adiante.