Engenheiros nucleares da China, atuando pela China National Nuclear Corporation (CNNC), descobriram falhas significativas no reator nuclear lunar da NASA, conhecido como Fission Surface Power (FSP). As deficiências identificadas comprometem tanto a segurança quanto a eficiência do projeto e podem impactar seriamente a corrida espacial entre os EUA e a China.
A corrida espacial contemporânea vive um momento de acirramento, com os dois países investindo fortemente em inovações tecnológicas. O reator FSP da NASA foi proposto durante a administração Trump como uma solução para fornecer energia a futuras bases lunares. Contudo, as revelações feitas pelos cientistas chineses lançam dúvidas sobre a viabilidade do sistema.
Entre os principais problemas destacados estão a vida útil limitada do reator, que não ultrapassa oito anos, e a ausência de salvaguardas de desligamento duplo, criando riscos potenciais à segurança. O design do reator utiliza barras de combustível cilíndricas de urânio, que exigem níveis elevados de enriquecimento e uma proteção robusta de berílio. Contudo, o inchaço do combustível nuclear, causado pela radiação ao longo do tempo, é um dos fatores que reduzem a durabilidade do sistema.
Em contraste, os cientistas chineses têm avançado em seus próprios projetos de reatores. Um modelo recente, inspirado no reator TOPAZ-II da antiga União Soviética, utiliza barras de combustível em forma de anel e moderadores de hidreto de ítrio. Essa abordagem inovadora promete melhorar a eficiência e a durabilidade, com a capacidade de gerar 40 quilowatts de energia por mais de uma década.
Com essas novas descobertas, a China se posiciona de maneira vantajosa na corrida para estabelecer bases lunares sustentáveis. Enquanto a NASA enfrenta desafios técnicos, a China está progredindo com tecnologias que não apenas demonstram uma potencial superioridade, mas também garantem uma presença lunar mais resiliente e eficaz. Essa tensão competitiva entre as nações promete acelerar o desenvolvimento de tecnologias espaciais, impactando o futuro das explorações lunares e, possivelmente, além.