Na noite de 28 de fevereiro de 2023, a Grécia testemunhou um dos acidentes ferroviários mais devastadores de sua história, quando um comboio de passageiros colidiu frontalmente com um comboio de mercadorias. Este trágico incidente resultou na morte de 57 pessoas e deixou mais de 80 feridos, em sua maioria estudantes universitários que estavam a caminho de casa. O acidente ocorreu na linha que liga Atenas a Tessalónica, numa região próxima a Tempi, e foi atribuído a um erro humano combinado com infraestruturas obsoletas, segundo investigações iniciais.
As análises revelaram que a colisão foi provocada por um erro de encaminhamento, que fez com que ambos os trens seguissem pela mesma via. Essa tragédia expôs falhas sistêmicas no sistema ferroviário grego, incluindo a falta de investimentos adequados e a ausência de tecnologias modernas de segurança.
A gravidade do acidente gerou protestos em massa por parte da população, com milhares de cidadãos exigindo justiça e reformas na rede ferroviária. As manifestações, que ocorreram em Atenas e em várias outras cidades, foram marcadas por confrontos entre os manifestantes e a polícia. As famílias das vítimas, profundamente afetadas pela tragédia, acusam o governo de tentar encobrir evidências do caso. Em resposta, o governo negou tais alegações, mas a pressão popular resultou na demissão do ministro dos Transportes, que ocupava a pasta no momento da colisão.
A Comissão Europeia também se pronunciou, cobrando ações concretas do governo grego para a implementação de reformas que visem aumentar a segurança e melhorar a infraestrutura ferroviária. No entanto, as promessas feitas pelas autoridades têm avançado a passos lentos.
Além do acidente na Grécia, a história possui outros casos notáveis de incidentes ferroviários. Por exemplo, o acidente de Itaquera, no Brasil, em 1987, que é considerado um dos piores do país, resultando em centenas de mortes. Esses eventos trágicos ressaltam a importância crucial de investir em medidas de segurança e na modernização das infraestruturas para prevenir novas catástrofes no futuro.