Na última sexta-feira, 21 de março de 2025, o Aeroporto Internacional de Heathrow, em Londres, fechou suas portas devido a um grave incêndio em uma subestação elétrica próxima, resultando em uma falha de energia que impactou profundamente as operações desse importante hub aéreo. Com mais de 1.300 voos cancelados, o caos se espalhou, afetando milhares de passageiros que dependem diariamente do local, que é o maior da Europa e o quarto mais movimentado do mundo.
O incêndio começou de madrugada e, além de interromper os serviços do aeroporto, gerou problemas que afetaram cerca de 16.000 residências e empresas nas imediações. As causas do incêndio ainda estão sob investigação, com a polícia antiterrorismo envolvida como medida preventiva. No entanto, o governo britânico já descartou a possibilidade de um ato criminoso como a causa do desastre.
A interrupção nas atividades do aeroporto desencadeou um caos no tráfego aéreo global, com voos sendo desviados para outros aeroportos importantes da Europa, como Frankfurt, Amsterdã e Madri. Companhias aéreas como British Airways e Virgin Atlantic foram obrigadas a cancelar todos os voos que tinham por destino ou origem em Heathrow. A EasyJet, por sua vez, mobilizou aeronaves maiores para acomodar passageiros durante o fim de semana, já que muitos viajantes foram orientados a evitar o aeroporto até novas instruções.
Alternativas têm sido buscadas pelas companhias aéreas. Por exemplo, a TAP desviou alguns de seus voos para o Aeroporto de Gatwick. As empresas estão trabalhando de forma diligente para encontrar opções para os passageiros que ficaram em limbo, e muitos voos estão sendo reprogramados para os próximos dias. Entretanto, a administração do aeroporto alertou que interrupções significativas podem continuar a ser registradas nos próximos dias, uma vez que a situação ainda está se normalizando.
Este incidente marca o primeiro fechamento completo do Aeroporto de Heathrow em 15 anos, desde a erupção do vulcão Eyjafjallajökull em 2010, o que revela a gravidade da situação. O impacto não se restringe apenas ao tráfego aéreo europeu; as consequências são sentidas também em nível global, com aeronaves e tripulações dispersas por diversos pontos do continente. A National Grid, responsável pelo fornecimento de energia, está atualmente empenhada em restaurar a normalidade o mais rápido possível, mas a recuperação completa pode levar tempo.
Enquanto isso, passageiros encontram-se em uma situação de incerteza e frustração, compartilhando suas experiências nas redes sociais, onde lamentam o cancelamento de voos e a necessidade de adaptação a um cenário de viagem imprevisto. A situação gera apreensão sobre como a indústria de aviação lidará com essa crise em meio a um cenário já fragilizado pela pandemia.