O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou forte crítica à declaração polêmica do senador Plínio Valério (PSDB-AM) sobre a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A polêmica surgiu durante um evento na Fecomércio do Amazonas, em 14 de março de 2025, onde Valério fez um comentário que sugeria "enforcar" a ministra durante uma sessão da CPI das ONGs.
A fala de Plínio Valério, que gerou uma onda de indignação, foi caracterizada por Alcolumbre como "infeliz" e ultrapassando os limites do aceitável, mesmo que em um tom brincalhão. Ele enfatizou que declarações desse tipo contribuem para a polarização política no país e funcionam como "combustível" para o agravamento das tensões sociais.
Após a polêmica, Marina Silva reagiu de maneira contundente, considerando o comentário de Valério como uma demonstração de "psicopatia" e inaceitável. Sua resposta sublinha a gravidade do discurso político que pode incitar violência, especialmente contra mulheres em posições de liderança.
Em defesa de sua declaração, Plínio Valério subiu à tribuna do Senado e se negou a pedir desculpas. Ele argumentou que sua fala foi apenas uma brincadeira e criticou a ministra por tê-lo chamado de psicopata. Valério ironizou a repercussão e выразuinidou que o Senado havia "ficado sensibilizado com uma frase".
A troca de acusações entre os dois senadores e a negativa de Valério em reconhecer a gravidade de sua fala acentuaram o debate sobre ética e respeito no discurso político. A situação levanta questões sobre a cultura de violência e a misoginia no ambiente político brasileiro, especialmente em tempos de polarização acentuada.
Esse episódio não apenas destaca a tensão entre os parlamentares, mas também evidencia como as declarações de figuras públicas podem afetar a percepção e o tratamento de políticas e lideranças femininas no Brasil. A continuação desse debate é fundamental para a construção de um ambiente político mais respeitoso e ético.