Quatro mulheres brasileiras, envolvidas nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 que culminaram na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes em Brasília, foram presas ao tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos à procura de asilo político na administração de Donald Trump. O incidente ganhou destaque internacional, principalmente devido ao histórico de Trump em relação à imigração, marcado por uma retórica de deportação em massa durante sua campanha à presidência.
As acusadas, que têm idades entre 33 e 51 anos, estavam foragidas no Brasil, tendo inicialmente se refugiado na Argentina. Contudo, com pedidos de extradição emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), elas decidiram buscar abrigo em um novo destino. Três delas foram detidas logo após a posse de Trump, em janeiro de 2025, enquanto uma quarta mulher foi presa antes, em uma operação que envolveu cruzar a fronteira entre o México e o Texas.
Entre as detidas, destaca-se Raquel Souza Lopes, de 51 anos, condenada a 17 anos de prisão por vários crimes, incluindo golpe de Estado e associação criminosa. Ela foi presa em 12 de janeiro em La Grulla, na fronteira mexicana. Outra mulher, Rosana Maciel Gomes, também de 51 anos, com uma condenação a 14 anos, tinha mandados de prisão abertos no Brasil e uma ordem de extradição na Argentina, sendo presa em El Paso, Texas, no dia 21 de janeiro. Michely Paiva Alves, de 38 anos, e Cristiane da Silva, de 33 anos, foram igualmente detidas na mesma operação em El Paso.
A tentativa de asilo político revela a expectativa das mulheres de que a nova administração poderia proporcionar-lhes alguma forma de proteção, dado o histórico de aliança política entre Trump e o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. No entanto, essa esperança rapidamente se chocou com a realidade, pois elas passaram mais de 50 dias sob custódia da Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), aguardando a deportação para o Brasil.
A defesa das mulheres argumenta que não existem evidências concretas de que elas tenham participado diretamente da depredação dos bens públicos, embora tenham recebido condenações do STF. Esse aspecto do caso ilustra não apenas um desafio legal, mas também elucida as complexas interações entre o direito internacional, questão migratória e relações políticas entre nações. A situação continua a estimular debates acalorados sobre asilo político, imigração e as repercussões dos eventos de 8 de janeiro.
Enquanto isso, o caso dessas mulheres permanece em foco, ressaltando as tensões e narrativas que cercam as relações internacionais atuais. As implicações políticas desse impasse não podem ser subestimadas, sendo um reflexo das alianças e discordâncias que formam a base dos relacionamentos entre líderes mundiais. Para mais informações sobre o ocorrido, análises detalhadas podem ser acessadas em vídeos como o da AuriVerde Brasil, que traz um panorama abrangente sobre a situação.