Em Budapeste, a capital húngara, manifestações em massa estão paralisando as ruas e pontes, com cidadãos revoltados contra políticas recentes que restringem direitos básicos, especialmente aqueles voltados para a comunidade LGBTQ+. O governo de Viktor Orbán, no poder desde 2010, anunciou a intenção de legislar a proibição de bloqueios de pontes durante protestos, a fim de "manter a ordem pública".
Os protestos começaram como uma reação à proibição de eventos LGBTQ+, como o famoso Pride, sob a alegação de proteger as crianças. Esta medida foi amplamente criticada por ativistas de direitos humanos e pela comunidade internacional, sendo vista como uma tentativa de cercear a liberdade de expressão e de reunião.
A proposta de legislação do governo é uma resposta direta a táticas de manifestação que incluíram bloqueios de importantes viações, algo que, segundo autoridades, resulta em desordem e prejudica o trânsito. No entanto, críticos da medida afirmam que ela busca silenciar vozes dissidentes e sufocar protestos legítimos.
A reação da sociedade tem sido forte e divisória. Membros da comunidade LGBTQ+ e defensores dos direitos humanos argumentam que novas leis não apenas violam direitos fundamentais, mas, também, contribuem para a discriminação. Ademais, o uso de tecnologia de reconhecimento facial pelo governo para monitorar manifestantes levantou alarmes em relação à vigilância estatal, levando muitos a comparar a Hungria com regimes autoritários.
Com o aumento da pressão por parte da comunidade internacional e o clamor interno por mudanças, o governo de Viktor Orbán enfrenta desafios sem precedentes para manter o apoio popular. A oposição húngara continua determinada a realizar protestos, na esperança de alcançar um "ponto crítico" que leve a transformações políticas desejadas por muitos cidadãos. Assim, a tensão política em território húngaro persiste, levantando questões sobre o futuro da democracia no país.