A Copa Libertadores de 2025 se aproxima e o cenário competitivo se mostra mais desafiador para os clubes brasileiros, que dominaram a competição nos últimos seis anos. Com a ascensão de times sul-americanos como River Plate, Racing e Estudiantes, o futuro da hegemonia brasileira na Libertadores parece incerto.
Historicamente, o Brasil tem sido uma potência na Libertadores, mas para 2025, a pressão aumenta. O River Plate, última equipe não brasileira a erguer o troféu, está reforçando seu elenco e apostando em uma campanha robusta. Sua trajetória inclui importantes contratações e a busca por um equilíbrio tático que o torne um adversário formidável para os times brasileiros.
Além disso, o Racing, atual campeão da Sul-Americana e vencedor da Recopa, se posiciona como um sério concorrente. A equipe demonstrou sua capacidade de vencer em situações adversas, o que se destacou em sua recente campanha contra o Botafogo na Recopa, onde mostrou um excelente desempenho em campo.
Os grupos da Libertadores de 2025 foram anunciados e os times brasileiros se deparam com confrontos significativos. O Botafogo, atual campeão, competirá no Grupo A ao lado de Estudiantes, Universidad de Chile e Carabobo. No Grupo C, o Flamengo enfrentará a LDU, Deportivo Táchira e Central Córdoba, enquanto o Internacional e o Bahia lidam com um dos grupos mais difíceis: o Grupo F, juntamente com Nacional e Atlético Nacional.
O Fortaleza ocupará o Grupo E, onde terá pela frente o Racing, Colo-Colo e Atlético Bucaramanga, colocando à prova a capacidade de adaptação dos clubes brasileiros frente a rivais tradicionais.
Uma potencial conquista da Libertadores por um time brasileiro pode gerar complicações significativas no calendário do futebol nacional. A FIFA anunciou a realização da Copa Intercontinental para junho e julho de 2025, desenhando um cenário conflituoso que poderá coincidir com a reta final do Campeonato Brasileiro. Se uma equipe brasileira alcançar a vitória na Libertadores, terá que disputar a Copa Intercontinental em dezembro, o que provavelmente irá sobrepor-se com as últimas rodadas do Brasileirão.
Esse entrelaçamento de competições pode provocar uma reavaliação profunda no planejamento dos clubes e na logística das competições nacionais, adicionando uma nova camada de complexidade ao já exigente calendário do futebol brasileiro.
Os próximos meses prometem mudanças e uma nova dinâmica na Libertadores, com a crescente competitividade dos clubes sul-americanos e os desafios adicionais impostas pelo calendário e suas possíveis interferências no futebol brasileiro.