No cenário das investigações do assassinato de Marielle Franco, uma vereadora do PSOL brutalmente assassinada em março de 2018 no Rio de Janeiro, um desdobramento recente chamou atenção. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu autorizar a entrega de conversas entre Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, e Marielle Franco. A decisão visa esclarecer a natureza da relação entre eles, o que pode influenciar o entendimento sobre o papel de Barbosa no crime.
Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram mortos em um atentado que chocou o Brasil e gerou uma vasta investigação. As preliminares apontam Rivaldo Barbosa, além de outros envolvidos, como mentor do assassinato, motivado pela luta de Marielle contra as milícias que atuam na zona oeste do Rio de Janeiro. Ao autorizar a entrega de diálogos, Moraes busca trazer à tona informações que possam contestar as alegações de que Barbosa estivesse envolvido diretamente no crime.
Recentemente, não foram fornecidas novas informações sobre a autorização de renda parcial para Rivaldo Barbosa, que havia sido discutida anteriormente. Em uma decisão anterior, em dezembro de 2024, Moraes já tinha autorizado o pagamento parcial do salário de Giniton Lages, outro delegado ligado ao caso, destacando uma tendência do ministro em permitir alívios financeiros aos envolvidos enquanto as investigações prosseguem.
Em paralelo, Moraes também tem gerido outros desdobramentos da repercussão do caso. Entre as decisões tomadas, o ministro negou pedidos da defesa do executor confesso do crime, Ronnie Lessa, para que ele fosse submetido a uma avaliação psiquiátrica, e também rejeitou o pedido para incluir no processo um relatório sobre o monitoramento ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre um dos delegados do caso, Daniel Rosa.
A situação de Chiquinho Brazão também foi analisada, com Moraes autorizando sua saída temporária da prisão para realização de um exame cardíaco, ao mesmo tempo em que o mantinha como réu no caso. Essa decisão evidencia a continuação da análise cuidadosa por parte do STF sobre as condições de detenção dos acusados enquanto o julgamento avança.
À medida que as investigações se aprofundam, a busca por responsabilizar os envolvidos na morte de Marielle Franco demonstra a importância de se esclarecer todas as circunstâncias que cercam esse crime brutal. O caso permanece em foco, instigando discussões sobre justiça e crime organizado no Brasil e suas intersecções com a política.