Lionel Scaloni, treinador da seleção argentina, e Hernán Crespo, ex-jogador e atual técnico, vieram a público, em março de 2025, para discutir a riqueza da cultura futebolística na América do Sul, com foco na rivalidade histórica entre Brasil e Argentina. Na análise, Scaloni ressaltou a importância da inspiração que a seleção argentina obteve do icônico time brasileiro de 1970, enquanto minimizou as tensões geradas por declarações pré-jogo.
Crespo, que atuou como centroavante, enalteceu o Brasil tricampeão de 1970, e suas contribuições para o futebol mundial. O time, sob a batuta de Zagallo, contava com um elenco estrelado, que incluía monstros sagrados como Pelé, Rivelino e Jairzinho, conhecidos como 'cinco camisas 10'. A habilidade técnica e a criatividade desse grupo são vistas como fundamentais para a construção do futebol moderno, uma referência que a atual geração argentina busca em seus talentos, como Mac Allister e De Paul.
Recentemente, Raphinha, atacante da seleção brasileira, provocou alvoroço com suas declarações sobre o clássico na partida das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Scaloni, em resposta, tentou apaziguar os ânimos, lembrando que a amizade entre Lionel Messi e Neymar, que se fortaleceu após a conquista da Copa América de 2021, deve nortear o foco da rivalidade como uma disputa esportiva e não pessoal. "O que importa é o jogo, e ele deve ser encarado assim, sem incrementar rivalidades fora de campo", afirmou Scaloni.
A Argentina consolidou sua força ao vencer o Brasil de forma convincente em uma recente partida, exibindo um jogo coletivo e tático que surpreendeu até mesmo na ausência de Messi. Essa vitória trouxe a seleção próxima de assegurar sua participação na próxima Copa do Mundo, enquanto o Brasil lida com dificuldades para melhorar seu desempenho nas Eliminatórias. Scaloni destacou a confiança e a união de sua equipe como centrais para o sucesso argentino, propondo um caminho para que a seleção brasileira também busque seu renascimento no cenário futebolístico.
O futebol na América do Sul é um campo fértil para rivalidades e inspirações. Scaloni e Crespo trazem à tona a necessidade de compreensão entre as nações e a ampliação de diálogos produtivos que melhorem o futebol do continente. A esperança de um retorno às glórias do passado, assim como ocorreu com a seleção brasileira em 1970, é um desejo presente tanto na Argentina quanto no Brasil, buscando elevar o nível do futebol sul-americano.