No início de 2025, o futebol brasileiro se depara com um calendário desafiador, marcado por paralisações significativas devido ao Mundial de Clubes da FIFA. Esta competição, que ocorrerá entre 15 de junho e 13 de julho nos Estados Unidos, contará com a participação de quatro equipes brasileiras, sendo elas Palmeiras, Flamengo, Fluminense e o futuro campeão da Copa Libertadores. Como resultado, o Campeonato Brasileiro sofrerá uma interrupção, criando um intervalo de um mês em sua já longa temporada que começou em 29 de março e se estenderá até 21 de dezembro.
O calendário de 2025 está repleto de competições, com os Estaduais sendo realizados entre 12 de janeiro e 26 de março, seguidos pela Supercopa do Brasil em 2 de fevereiro. A Copa do Brasil também marcará presença, com seu período de disputas programado de 19 de fevereiro a 9 de novembro. A Séries A do Brasileirão terá seu início em 29 de março e concluirá em 21 de dezembro. No entanto, a paralisação para a realização do Mundial de Clubes traz preocupações, afetando diretamente o cronograma das equipes brasileiras, que terão um mês de pausa, podendo utilizar esse tempo para preparar-se ou realizar amistosos.
O Mundial de Clubes, com um total de 32 equipes participantes, promete ser um evento grandioso no cenário esportivo. Entretanto, esse torneio levanta questões sobre a carga de trabalho dos jogadores que atuarão em uma intensa sequência de jogos. Caso um time como o Manchester City alcance a final, por exemplo, seus atletas poderão enfrentar a sobrecarga de até 75 partidas oficiais, o que pode estar levando sua temporada a se estender até julho. Essa situação gerou críticas, especialmente com relação ao impacto que essa carga excessiva pode ter nas condições físicas dos atletas e nas temporadas subsequentes.
Além das paralisações impostas pelo Mundial de Clubes, o futebol brasileiro também enfrenta desafios estruturais que comprometem a qualidade do esporte no país. Os campeonatos estaduais, por exemplo, ocupam quase 20 datas do calendário anual, o que gera prejuízos significativos para os clubes e prejudica o brilho do Campeonato Brasileiro. Existe uma crescente discussão sobre a necessidade de reformas que incluam a criação de mais divisões para atender às equipes menores, mas, até o momento, não há indícios de mudanças que possam trazer alívio para essa sobrecarga.