O ex-campeão de pesos pesados do Ultimate Fighting Championship (UFC), Cain Velasquez, foi condenado a cinco anos de prisão por sua participação em um tiroteio que ocorreu em fevereiro de 2022. A sentença foi proferida no dia 24 de março de 2025, após Velasquez ser acusado de perseguir e disparar contra o veículo de Harry Goularte, um homem sob suspeita de abuso sexual de um membro da família do lutador. O incidente resultou no ferimento de Paul Bender, padrasto de Goularte, que foi atingido por balas durante a perseguição.
O caso ganhou atenção significativa devido à notoriedade de Velasquez no mundo das artes marciais e sua história de vida. No dia 28 de fevereiro de 2022, Velasquez perseguiu Goularte por cerca de 8 milhas, abrindo fogo várias vezes. O resultado foi a lesão de Bender, que sofreu ferimentos no braço e no torso. Velasquez foi detido sem resistência após o acontecimento e, embora tivesse inicialmente se declarado inocente, acabou optando por uma declaração de "não contestar" aos cargos.
A defesa de Cain argumentou que suas ações foram motivadas pelo desejo de proteger sua família, uma posição que foi vista com empatia por alguns, mas não por todos. Em contraste, a promotoria buscou uma penas consideravelmente mais severa, sugerindo um total entre 30 anos a prisão perpétua. Contudo, o juiz impôs uma sentença de cinco anos, impulsionada pelo fato de que Velasquez já havia passado três anos em custódia, e sua declaração de arrependimento foi levada em conta no julgamento.
A decisão gerou reações mistas. A família de Harry Goularte manifestou descontentamento com a pena, considerando-a insuficiente para o crime cometido. Por outro lado, a defesa de Velasquez aplaudiu a decisão do juiz, argumentando que a Justiça foi balanceada levando em consideração as circunstâncias que cercavam o caso. Além disso, a UFC saiu em defesa de Velasquez durante todo o processo, reforçando sua reputação como um atleta respeitável e profissional.
Enquanto Velasquez inicia sua pena de cinco anos, Harry Goularte, que enfrenta acusações de abuso sexual, se prepara para seu julgamento, agendado para o dia 2 de junho de 2025. A condenação de Velasquez serve como um lembrete sombrio das complexidades envolvidas em questões de violência, justiça e os limites da ação pessoal em busca de proteção familiar. Velasquez terá tempo para refletir sobre suas ações e a dura realidade das consequências de se buscar justiça fora dos trâmites legais.