Em 2025, um grupo crescente de vereadores bolsonaristas eleito recentemente no Brasil começou a apresentar leis destinadas a restringir os direitos de pessoas trans. Essas propostas, que emergem nas capitais brasileiras, incluem barreiras em diferentes áreas, como esportes, acesso a banheiros e participação em eventos da comunidade LGBT+, como as paradas. Destacando-se, Lucas Pavanato, o vereador mais votado do país em São Paulo, tornou-se um dos principais proponentes, liderando uma série de cinco projetos voltados para limitar a presença de pessoas trans em competições esportivas, proibir tratamentos hormonais e cirúrgicos para menores de 18 anos, e restringir o acesso a banheiros e vestiários de acordo com o sexo biológico ao nascimento.
A proposta de Pavanato traz à tona uma nova onda de legislações antitrans, que têm sido principalmente impulsionadas por vereadores, muitos deles de primeiro mandato, que se esforçam para alinhar suas propostas com a agenda da extrema-direita. Especialistas indicam que essa movimentação busca consolidar o apoio entre eleitores conservadores, utilizando o pânico moral como uma arma política para justificar ações que atacam a população trans.
Além de Pavanato, outros vereadores, como Thiago Medina de Recife e Rafael Bean Ranialli de Cuiabá, também se somaram a esse movimento, apresentando propostas com conteúdo semelhante, visando restringir os direitos e a liberdade de expressão dos indivíduos trans em suas respectivas localidades. Essa unificação de projetos legislativos levanta preocupações crescentes sobre o fortalecimento de um ambiente hostil e discriminatório.
As reações a essas iniciativas têm sido contundentes. Especialistas em direitos humanos consideram tais propostas como claramente inconstitucionais, pois elas infringem direitos fundamentais e perpetuam a discriminação contra a comunidade trans. Ativistas e defensores dos direitos humanos também têm se mobilizado contra essas ações, caracterizando-as como violência simbólica e institucional contra indivíduos já marginalizados.
Recentemente, a vereadora Amanda Paschoal, do PSOL, fez uma representação contra Lucas Pavanato por injúria transfóbica, após ele referir-se a ela como "biologicamente homem". A tensão entre ativistas e legisladores está aumentando à medida que essa batalha legislativa avança, e as consequências da aprovação dessas leis podiam intensificar ainda mais o clima de hostilidade e exclusão enfrentado pela comunidade trans na sociedade brasileira.
No cenário atual, as propostas antitrans não apenas refletem uma agenda política restritiva, mas também levantam questões profundas sobre os direitos civis e a dignidade humana em um país que ainda luta para garantir igualdade para todos os cidadãos. Enquanto isso, a comunidade trans e seus aliados permanecem firmes em sua luta contra a opressão e a discriminação, buscando um futuro onde a inclusão e a aceitação sejam a norma.