O governo brasileiro solicitou a atuação da Força Nacional em Belo Monte, no Pará, em resposta a ameaças de invasão na área, preocupações que surgem diante da crescente importância da usina hidrelétrica para a geração de energia no país. O pedido, realizado em março de 2025, se intensifica à medida que disputas ambientais e sociais na região criam um cenário desafiador.
A Usina Hidrelétrica Belo Monte é considerada uma das maiores do mundo, sendo alvo de controvérsias desde sua construção. Sua produção de energia, já impactada pela crise climática, pode sofrer nova redução significativa até 2050. A relação tensa entre o Ministério de Minas e Energia e o Ibama sobre a vazão de água seguiu complicando a situação, interferindo na capacidade de geração e na segurança ambiental da região.
Com as ameaças de invasão, o governo vê a presença da Força Nacional como uma medida essencial para proteger a infraestrutura crítica da usina, principalmente em um contexto onde a segurança energética do país enfrenta novos desafios. A operação também é considerada uma ação crucial para garantir a estabilidade no entorno, especialmente com a proximidade da COP 30, que será sediada no Brasil, trazendo amplo foco internacional sobre questões ambientais.
Os impactos da construção e operação da Usina de Belo Monte já são consideráveis, gerando repercussões significativas nas comunidades locais e no meio ambiente. Mudanças na vazão do rio Xingu têm afetado ribeirinhos e indígenas, cuja subsistência depende diretamente da água para transporte, alimentação e pesca. A crise climática, portanto, pode intensificar esses efeitos, tornando ainda mais crítico o manejo da água na região.
Os municípios adjacentes à usina também enfrentam desafios, como o aumento das tensões sociais entre os residentes locais e os companhias relacionadas à usina, refletindo uma necessidade urgente de diálogo e resolução pacífica dos conflitos.