O filme "Mazes and Monsters" de 1982, estrelado por Tom Hanks, aborda o pânico moral que cercava os jogos de RPG, especialmente Dungeons & Dragons, na década de 80. Direcionado por Steven Hilliard Stern e baseado no livro de Rona Jaffe, o longa-metragem marca a estreia de Hanks em um papel principal como Robbie Wheeling, um estudante universitário envolvido em um jogo que rapidamente se torna uma experiência angustiante.
A trama de "Mazes and Monsters" retrata Robbie e seus amigos, cada um lidando com questões pessoais, enquanto exploram o universo do jogo. À medida que a narrativa avança, o enredo se torna uma mescla entre as aventuras fictícias e a realidade, resultando em consequências devastadoras. O filme foi concebido em um período em que existia uma grande preocupação com o efeito dos jogos de RPG sobre a saúde mental dos jovens.
No início dos anos 80, Dungeons & Dragons e outros jogos de RPG enfrentavam um verdadeiro pânico social, com muitos críticos afirmando que essas atividades poderiam incitar comportamentos perigosos ou serem uma porta de entrada para o ocultismo. "Mazes and Monsters" se posicionou como um alerta, aproveitando um caso real de um estudante que desapareceu, mencionado em rumores de que ele estaria "vivendo" o jogo fora da tela. Essa narrativa, alimentada pela mídia, contribuiu para a percepção negativa em torno desses jogos.
Embora "Mazes and Monsters" tenha sido criado com a intenção de destacar os supostos perigos dos RPGs, o filme não conseguiu conquistar aclamação crítica, sendo mais lembrado como uma curiosidade dentro da filmografia de Hanks. No entanto, a atuação de Tom Hanks foi notável e representou um marco significativo em seu percurso artístico, permitindo que ele se consolidasse como um ator de talento. Contrariamente às advertências do filme, Dungeons & Dragons não só sobreviveu ao pânico da época, como cresceu em popularidade, se tornando um verdadeiro fenômeno cultural ao longo dos anos.
O legado de "Mazes and Monsters" vai além de sua crítica aos RPGs, refletindo um momento tenso da cultura americana dos anos 80 e a interação entre a mídia e os jovens. A resiliência de Dungeons & Dragons, que se adaptou e prosperou apesar dos desafios, serve como um lembrete de que a paixão pelos jogos pode ser uma força positiva e criativa na vida das pessoas.