A Meta, responsável por plataformas como Facebook e Instagram, agora se vê em meio a uma controvérsia significativa após a revelação de acordos de repartição de receita com empresas parceiras que hospedam seu modelo de inteligência artificial (IA) chamado Llama. Documentos judiciais recentes expuseram que a prática contradiz declarações anteriores da companhia de que a venda de acesso aos seus modelos não fazia parte de seu modelo de negócios.
Os acordos envolvem a Meta compartilhando uma porcentagem dos lucros gerados pelas empresas que utilizam a infraestrutura de hospedagem do Llama AI. Apesar de os nomes exatos dos parceiros não terem sido divulgados, a Meta já havia mencionado colaborações com grandes nomes do setor, como AWS, Nvidia, Databricks, Groq, Dell, Azure, Google Cloud e Snowflake em comunicados anteriores. Estas parcerias não apenas permitem que desenvolvedores acessem o Llama de maneira independente, mas também oferecem a possibilidade de geração de receita conjunta, beneficiando tanto as companhias de hospedagem quanto a Meta.
Esse novo arranjo levanta questões complexas sobre o futuro do setor de IA aberta. A estratégia adotada pela Meta pode ser interpretada como um movimento intencional para dominar o mercado e criar uma fonte de receita indireta, levantando dúvidas sobre o compromisso da empresa com a filosofia da abertura em seus projetos. Em entrevistas passadas, Mark Zuckerberg sugeriu que o principal benefício de abrir o Llama era promover a melhoria dos produtos da Meta e a padronização da indústria. Contudo, as novas evidências indicam uma estratégia de monetização mais direta e intencional.
A descoberta desses acordos não só intensifica a polêmica sobre as verdadeiras intenções da Meta em relação ao Llama, mas também se entrelaça com outras controvérsias legais, como o processo judicial denominado Kadrey v. Meta. Nesse caso, a empresa é acusada de treinar o modelo Llama utilizando e-books pirateados, além de facilitar episódios de violação de direitos autorais. Tal cenário levanta novas perguntas sobre o significado da abertura e colaboração no movimento de IA, especialmente quando grandes corporações estão na jogada.
A revelação pode também inspirar outras empresas a adotar abordagens semelhantes com suas próprias tecnologias de IA, criando um ambiente onde a colaboração no setor se torna uma arena lucrativa e cada vez mais complexa. Para quem deseja se aprofundar ainda mais nas implicações dessas estratégias, um vídeo informativo discute detalhadamente como esses acordos podem moldar o futuro da IA aberta.