A Gaviões da Fiel, a maior torcida organizada do Corinthians, manifestou a sua rejeição à proposta do ex-jogador Ronaldo Fenômeno de adquirir o clube caso ele se transforme em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A declaração foi feita durante uma entrevista no Charla Podcast, onde Ronaldo expressou seu interesse em comprar o Timão, afirmando que teria condições de sanar a dívida do estádio e aumentar o orçamento do clube.
Em sua fala, Ronaldo destacou que se o Corinthians optar pela transformação em SAF, ele estaria disposto a ser o comprador. O ex-atacante planeja envolver os torcedores na gestão e aumentar a receita do clube, que já apresenta um faturamento significativo. No entanto, a perspectiva de uma mudança tão drástica não é bem-vinda entre a torcida organizada.
O presidente da Gaviões da Fiel, Alexandre Domênico, conhecido como Ale, foi enfático na resposta à proposta de Ronaldo, declarando um simples "Não, obrigado". O sentimento predominante na torcida é que o Corinthians deve permanecer em seu modelo atual e que a transformação em SAF não é a solução ideal para os problemas financeiros enfrentados pelo clube.
Atualmente, o Corinthians luta com uma dívida superior a R$2 bilhões. O presidente do clube, Augusto Melo, também se posiciona contra a transformação em SAF, defendendo que uma gestão honesta e eficiente pode trazer resultados sem a necessidade de mudar a estrutura jurídica do clube. Para a direção, a solução para a crise financeira deve ser alcançada com responsabilidade administrativa e sem entregar a instituição a novos sócios.
Ronaldo Fenômeno, por sua vez, possui experiência na administração de clubes de futebol. Além de ser proprietário do Real Valladolid, na Espanha, ele já teve participação ativa na gestão da SAF do Cruzeiro, onde contribuiu para a recuperação do time, promovendo seu retorno à Série A do Campeonato Brasileiro antes de vender suas ações. Sua proposta de compra do Corinthians indica um desejo de continuar sua trajetória no mundo do futebol, mas gera divisões entre torcedores e dirigentes.
Enquanto as conversas sobre a SAF e a compra do Corinthians continuam, o futuro do clube permanece incerto. A resistência da torcida organizada pode ser um fator crucial nas decisões estratégicas que afetarão o próximo capítulo da história do Timão.