Republicanos estão alarmados com a perspectiva de mudanças na estrutura de comando do Pentágono, alertando que alterações significativas podem comprometer a dissuasão dos Estados Unidos e suas posições de negociação com adversários. Os avisos vieram do senador Roger Wicker e do representante Mike Rogers, líderes dos comitês de Serviços Armados do Senado e da Câmara, respectivamente. Eles insistem na necessidade de um processo interagencial rigoroso e da colaboração do Congresso antes de qualquer mudança relevante ser realizada.
A discussão sobre reestruturação vem à tona em meio a rumores de que o Pentágono está avaliando a consolidação de comandos de combate e a possibilidade de acabar com uma diretoria responsável pelo desenvolvimento e treinamento das forças conjuntas. Entre as propostas estão a fusão do Comando Europeu e do Comando Africano em um único comando com sede em Stuttgart, na Alemanha, além da unificação dos comandos Norte e Sul sob a nova designação AMERICOM.
Os legisladores republicanos questionam se a possível economia de aproximadamente $330 milhões ao longo de cinco anos justifica os riscos associados a essas reestruturações. Argumentam que tal mudança pode não apenas enfraquecer a dissuasão dos EUA globalmente, mas também prejudicar a posição de negociação do país diante de adversários estratégicos.
Além disso, a possibilidade de abdicar do comando supremo da OTAN na Europa levantou preocupações sobre como isso afetaria a percepção das alianças norte-americanas na região. Essa discussão ocorre em um contexto em que as relações dos EUA com a Rússia e a OTAN estão sob intenso escrutínio, e os riscos de desestabilização geopolítica são palpáveis.
A cautela se torna ainda mais relevante à medida que os legisladores refletem sobre o legado de segurança e defesa dos Estados Unidos em um ambiente internacional cada vez mais desafiador. As mudanças propostas não apenas prometem reconfigurar a arquitetura militar, mas também potencialmente redefinir as dinâmicas de poder entre aliados e adversários.