O novo live-action de "Branca de Neve", da Disney, que tem estreia marcada para o dia 20 de março de 2025 no Brasil, provocou intensas discussões e polêmicas antes mesmo de sua chegada ao público. Com Rachel Zegler interpretando a icônica princesa e Gal Gadot como a rainha, o filme propõe uma reinterpretação moderna que foca em temas de feminismo e liderança, mas já enfrenta críticas significativas por sua abordagem.
As críticas se concentram especialmente em sua tentativa de dar uma nova face a uma Branca de Neve mais independente e determinada, disposta a liderar seu próprio destino. Embora a atuação de Rachel Zegler tenha sido elogiada, a decisão de utilizar CGI para os anões se tornou um ponto controverso. A transformação de Branca de Neve em uma personagem latina, uma mudança que visa a inclusão, gerou reações divergentes, com alguns fãs expressando sua resistência à alteração da imagem tradicional da heroína.
Diversas reações têm surgido, especialmente nas primeiras críticas realizadas nos Estados Unidos. De um lado, alguns críticos chamaram o filme de um "banquete visual", destacando a qualidade das músicas e visuais apresentados. No entanto, as observações negativas não tardaram a aparecer, e a utilização de anões em CGI foi reiteradamente criticada. Outros relatos mais pessimistas veem o roteiro como monótono e os efeitos visuais como pouco convincentes, exacerbando as expectativas mistas que cercam a produção.
Além disso, a repercussão da escolha criativa para o filme se estende até a família de seus criadores. O filho de um dos diretores do filme original de 1937 expressou seu descontentamento, considerando as mudanças presentes na nova versão como uma "vergonha". Essa declaração reflete um ressentimento que muitos preservam em relação às reinterpretações de clássicos, especialmente quando sentem que a essência da história pode se perder.
Com uma proposta ousada ao tentar modernizar uma narrativa que já é um padrão há mais de oito décadas, o live-action de "Branca de Neve" promete ser um evento marcante no calendário de lançamentos cinematográficos, embora as mudanças realizadas, desprovidas de um objetivo claro, possam transformar a rica e atemporal história em uma colcha de retalhos sem alma. À medida que se aproxima a data de estreia, a expectativa é de que o público possa conferir de perto as reinterpretações e inovações que a Disney trouxe, mesmo em meio a um mar de críticas e polêmicas.