Rudney Gomes da Silva, ex-segurança do jogador Robinho, foi encontrado morto aos 46 anos na última terça-feira, 18 de março, em Santos, litoral paulista. A Polícia Militar confirmou que a morte, ocorrida no bairro do Gonzaga, foi registrada como suicídio, após ele se jogar do 11° andar de um prédio na Avenida Ana Costa. Rudney deixa uma esposa e dois filhos.
O nome de Rudney ganhou notoriedade por estar entre os cinco homens identificados em um processo de estupro coletivo na Itália, que envolvia Robinho e outros amigos. A condenação do grupo se originou de um caso ocorrido em 2013 em uma boate italiana, onde a vítima mencionou a participação de Gomes e seus comparsas. E além de Rudney e Robinho, Clayton Santos, Alexandro da Silva e Fabio Galan também foram envolvidos nas acusações.
Durante as investigações, a Justiça italiana interceptou ligações telefônicas que revelaram o desprezo do grupo pela gravidade da situação, com os homens fazendo piadas sobre o crime, acreditando estarem a salvo da punição. Entretanto, Rudney e outros amigos não foram julgados devido à sua saída do país antes do processo judicial e à falta de notificação para a audiência preliminar.
Enquanto isso, Robinho foi condenado a nove anos de prisão e está cumprindo sua pena no Brasil desde março de 2024, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024 de manter sua detenção.
A morte de Rudney traz à tona as dramáticas consequências do caso, não só para a vítima, mas também para os envolvidos. Seu falecimento é um lembrete sombrio das implicações psicológicas de eventuais antecedentes criminais e do desespero que pode levar a tragédias pessoais. O caso é alarmante e suscita reflexões sobre o suporte a pessoas em situações vulneráveis.
Em situações de crise emocional, é fundamental procurar ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional de forma gratuita, acessível por telefone, e-mail, chat e Skype, visando a prevenção de suicídio e atenção a quem precisa.